A corrida de aventura é uma competição de velocidade em meio à natureza, que reúne diversas modalidades esportivas. As principais são trekking, técnicas verticais (rapel, tirolesa e ascensão), montain bike, canoagem e orientação – navegação com bússola e mapa. Algumas provas incluem também rafting, bóia cross e até cavalo, o rider run.
Há as provas em que os atletas participam individualmente, em dupla ou trio, mas normalmente são grupos mistos de quatro pessoas. “O ideal e mais comum são equipes de três homens e uma mulher, onde ela é o termômetro da equipe ditando o ritmo. Os homens são mais fortes, mas as mulheres são mais resistentes e evitam brigas”, analisa Rafael Niro, sócio fundador da Associação Paulista de Corrida de Aventura – APCA, e proprietário da Atena Marketing Esportivo. Equipes só de homens podem competir, mas não participam da premiação da corrida.
Uma carta topográfica é distribuída pela organização antes da prova. Cada equipe traça sua estratégia para passar pelos postos de controle (PC) espalhados pelo percurso e cruzar a linha de chegada com todos os integrantes. Em algumas provas o trajeto só é divulgado momentos antes da largada e os competidores devem estar preparados para tudo.
“A orientação é um grande desafio na corrida de aventura, pois quem erra o caminho, perde tempo de prova. O preparo físico também é muito importante, assim como o psicológico”, afirma Niro. O cansaço e a adrenalina começam a alterar os nervos e é preciso ter muita calma para evitar desentendimento entre o grupo. Um bom exercício de sociabilidade e convivência.