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Ecomotion - (06/11/2008 - 18:04:16)
Brasilienses da Oskalunga entre os top-5
Luisa Paiva*


David Santos Jr.
David Santos Jr.
Guilherme, Camila, Barbara e Frederico formam a quarta melhor equipe do mundo
Equipe termina o mundial em quarto lugar

Jericoacoara (CE) - A brasiliense Sundown Oskalunga foi a equipe brasileira melhor colocada no Ecomotion Pro 2008, válido pelo Campeonato Mundial de Corrida de Aventura, o AR World Championship. A experiência do quarteto que corre junto há oito anos foi decisiva para conquistarem a quarta colocação e se consagrar entre as top-5 do mundo. Competindo entre 60 equipes de 18 países, os jovens atletas deram um show de estratégia subiram dos 30 para os primeiros. A prova, que teve 530 quilômetros pelos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, largou dia 2 e os primeiros terminaram nesta quinta-feira em Jericoacoara (CE).

Guilherme Pahl, Frederico Gall, Barbara Bonfim e Camila Nicolau formam a quarta melhor equipe do mundo em 2008. “É muita emoção, não poderia ser melhor. Todas as dificuldades, todo o trabalho de tantos anos foi recompensado aqui. È a nossa consagração”, comemorou Guilherme Pahl, com os olhos mareados. “Não vamos parar por aqui, ainda temos muito que aprender, crescer junto”.

Frederico, como de costume, gritava muito em cima do palanque. “Foi maravilhoso, o resultado de um trabalho duro. Erramos coisas bobas, como a portagem do caiaque, perdemos tempo, mas tivemos consciência e adaptamos nossas estratégias da melhor forma. Queríamos ser a primeira equipe brasileira e foi além disso. No ano passado também fomos a melhor nacional e agora subimos vários degraus”, disse Gall. “Agora é festa, vamos quebrar tudo em Jeri. E amanhã eu estou aí treinando na praia para mostrar para os gringos que estou inteiro”.

Estratégia do sono

A organização exigiu que todas as equipes pagassem um mínimo de oito horas de sono, em cinco postos de controle específicos. Essa foi uma das grandes estratégias da prova e a Oskalunga soube tirar proveito disso. “Tivemos um começo bem tranqüilo e depois subimos do fim da fila. Pagamos nossas horas de sono logo no começo para depois poder ficar livre para correr atrás de posições”, revelou Guilherme.

Já no primeiro local de parada, o PC3, pagaram duas horas para não pegar a maré contra. Descansados e remando com a maré a favor, chagaram junto com quem tinha saído mais cedo. No próximo PC que exigia pelo menos uma hora de parada, pagaram mais três e foram descansados para um puxado trecho de 27 horas. Depois completaram com mais três horas para o trecho final de 26 horas.

A estratégia deu certo e no terceiro dia o quarteto já estava em sétimo, depois sexto e em quarto na reta final. “Conseguimos manter um ritmo bom e crescer durante a prova. Já temos uma boa experiência, corremos todas as edições do Ecomotion sempre entre os top-10, testamos várias estratégias em provas e percebemos o que é melhor para nós. Somos um time de explosão, mesmo com duas meninas é bem rápido”, contou Pahl. “Também corremos juntos a muito tempo, conhecemos as forças e fraquezas de toda da equipe”.

Equilíbrio entre os sexos

Diferente da maioria das equipes que competem com três homens e uma mulher, o time do Distrito Federal é formado por duas mulheres e dois homens. Camila Nicolau acredita que a esta estrutura deixa a equipe mais unida e equilibrada. “A união e determinação da equipe muitas vezes vem da mulher, porque homem acha que tudo é força, mas é preciso também inteligência e equilíbrio. Batalhamos muito para ter duas mulheres na equipe e não apenas ter uma para cumprir a regra”, disse a atleta.

A capitã da equipe é Bárbara Bonfim, que contou com a ajuda da sorte para fazer uma boa prova. “Todos os meus pedidos durante a prova foram atendidos. Pedi muito calor, porque se estamos sofrendo, os gringos sofrem em dobro. O mantra era sol. E pedi uma canoagem muito dura para podermos ganhar posições. Foi ótimo”, concluiu Bárbara.
 
*A repórter viajou a convite da organização do evento.

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