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Ecomotion - (02/11/2008)
Luisa Paiva

Montagem sobre Foto de 
Marcelo Maragni


Modalidades
Fotos Divulgação
Foto Divulgação
 Mountain bike terá 104km

Said Aich Neto revelou um pouco sobre cada modalidade que será enfrentada no Ecomotion Pro 2008: orientação, mountain bike, trekking, canoagem, técnicas verticais e vela. Começando pela orientação, feita apenas com bússola e mapa, terá alguns trechos difíceis, como na passagem por uma fazenda de carnaúba e na canoagem. Nos trechos noturnos, tudo fica mais complicado. “Esta é hora de parar, se o cara sente que a performance está sendo prejudicada. Não adianta forçar a barra, ficar batendo a cabeça, gastando energia sem deslocamento. Descansa, clareia o dia e continua rápido”.

O mountain bike terá quatro pernas, 240 quilômetros praticamente sem subida, só que os terrenos arenosos vão exigir técnica e força física. Terá muitos single tracks, pedaladas por estradas vicinais rústicas. “Não tem uphill, nem dowhill. Índice de acidente de mountain bike, eu acredito que seja muito baixo”, avaliou o organizador.

A maior perna da prova será de bike, 104 quilômetros no chamado Caldeirão Ecomotion, trecho mais longe da costa onde não terá o vento do litoral para amenizar um pouco o forte calor. 

A canoagem terá 120 quilômetros, divido em três pernas de 8, 61, e 51 quilômetros. O primeiro trecho será muito difícil devido ao vento e às correntes contra, e um pouco de orientação. Os outros dois exigirão mais força física. “A canoagem vai ser um diferencial, quem remar bem, vai ter uma vantagem.”

O diretor do Campeonato Mundial, Geoff Hunt, contou que a primeira canoagem será o grande divisor da prova. "Quem chegar rápido à canoagem e remar bem vai pegar maré a favor. Quem ficar um pouco para trás já vai enfrentar correnteza contra e terá que fazer muito mais força e mais tempo remando".

O trekking irá abrir a prova, e está com cinco pernas que somam 109 quilômetros, sendo a maior de 35. Serão dois ganhos de serra, sendo um deles na Serra de Ubatuba, com 900 metros de atitude, muito quente e seca. A orientação varia bastante, sendo os trechos mais complicados nas dunas de areia. “A duna tem uma construção mais dura quando está batida no vento e na sombra do vento é mais mole. Tem que saber andar, e cansa muito. Tem estratégias que ajudam. Se tem uma praia perto, eu prefiro ir pela praia e retornar na altura do PC, do que ficar andando na duna o dia inteiro”, sugere Said.

Um circuito de técnicas verticais foi montado em um lugar inédito. Terá um rapel guiado de 70 metros, uma escalaminhada em um penhasco de 400 metros, e um jumar (ascensão em cordas) de 30 metros. A novidade será o trecho de 32 quilômetros em barcos caiçaras, a jangada de vela.

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