Modalidades
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Fotos Divulgação |
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| Mountain bike terá 104km |
Said Aich Neto revelou um pouco sobre cada modalidade que será enfrentada no Ecomotion Pro 2008: orientação, mountain bike, trekking, canoagem, técnicas verticais e vela. Começando pela orientação, feita apenas com bússola e mapa, terá alguns trechos difíceis, como na passagem por uma fazenda de carnaúba e na canoagem. Nos trechos noturnos, tudo fica mais complicado. “Esta é hora de parar, se o cara sente que a performance está sendo prejudicada. Não adianta forçar a barra, ficar batendo a cabeça, gastando energia sem deslocamento. Descansa, clareia o dia e continua rápido”.
O mountain bike terá quatro pernas, 240 quilômetros praticamente sem subida, só que os terrenos arenosos vão exigir técnica e força física. Terá muitos single tracks, pedaladas por estradas vicinais rústicas. “Não tem uphill, nem dowhill. Índice de acidente de mountain bike, eu acredito que seja muito baixo”, avaliou o organizador.
A maior perna da prova será de bike, 104 quilômetros no chamado Caldeirão Ecomotion, trecho mais longe da costa onde não terá o vento do litoral para amenizar um pouco o forte calor.
A canoagem terá 120 quilômetros, divido em três pernas de 8, 61, e 51 quilômetros. O primeiro trecho será muito difícil devido ao vento e às correntes contra, e um pouco de orientação. Os outros dois exigirão mais força física. “A canoagem vai ser um diferencial, quem remar bem, vai ter uma vantagem.”
O diretor do Campeonato Mundial, Geoff Hunt, contou que a primeira canoagem será o grande divisor da prova. "Quem chegar rápido à canoagem e remar bem vai pegar maré a favor. Quem ficar um pouco para trás já vai enfrentar correnteza contra e terá que fazer muito mais força e mais tempo remando".
O trekking irá abrir a prova, e está com cinco pernas que somam 109 quilômetros, sendo a maior de 35. Serão dois ganhos de serra, sendo um deles na Serra de Ubatuba, com 900 metros de atitude, muito quente e seca. A orientação varia bastante, sendo os trechos mais complicados nas dunas de areia. “A duna tem uma construção mais dura quando está batida no vento e na sombra do vento é mais mole. Tem que saber andar, e cansa muito. Tem estratégias que ajudam. Se tem uma praia perto, eu prefiro ir pela praia e retornar na altura do PC, do que ficar andando na duna o dia inteiro”, sugere Said.
Um circuito de técnicas verticais foi montado em um lugar inédito. Terá um rapel guiado de 70 metros, uma escalaminhada em um penhasco de 400 metros, e um jumar (ascensão em cordas) de 30 metros. A novidade será o trecho de 32 quilômetros em barcos caiçaras, a jangada de vela.